“Eu nunca fui de ficar me amostrando muito em público, gosto de ficar no meu canto, bem quieto na minha, sem perturbar e sem que me perturbe. Geralmente passo grande parte do dia sozinho, não que não tenha pessoas em minha volta, é porque me sinto solitário em meio de pessoas que já vejo todos os dias. Eu não sorrio muito fácil quando acabo de conhecer alguém, tenho uma dificuldade descomunal de criar um assunto e falar com alguém pessoalmente, sempre me apavoro e acabo falando o que não era pra falar. Nunca fui de ter muitos amigos nem de muitas pessoas me bajulando. Em casa, eu costumo usar pijama por preguiça de por outras roupas e porque acho mais confortável. Já deixei de falar muitas coisas que pensei que iria magoar alguém e em troca quem ficou magoado foi eu. Meu coração já foi “furado” algumas vezes, na maioria delas foi furado como uma agulha fura uma bexiga d’água, delicado, profundo, rápido. Ele ainda está machucado, e o problema é que todo curativo precisa de alguém para fazer, esse alguém ao mesmo tempo que cura, fere. Cabe a mim, aceitar o curativo ou deixar que o tempo cure. Tenho um turbilhão de sentimentos para serem mostrados, que estão guardados a 7 chaves perdidas para que no dia que alguém encontrar irá abrir e se deparar com um coquetel de sentimentos. Particularmente, eu não gosto de despedir das pessoas, porque não sei se irei ver-las novamente. Então, entenda isso como um “até logo”, ou “vejo você já já”.
“Vai, conta pra todo mundo que um dia você esteve comigo, que um dia você me amou, diz com os olhos brilhando, que um dia eu fui seu mundo. Conta os nossos segredos, fale sobre as nossas palhaçadas, as nossas brincadeiras e sobre as nossas brigas, porque não. Conta pra todo mundo que foi eu que te tirei os sorrisos mais lindos e sem motivos, conta que fui eu que te ouvi e fiquei do seu lado quando o mundo parecia ter virado contra você. Vai lá, fala pra todo mundo das nossa promessas, dos nossos sonhos e das nossas conversas sobre o nosso futuro. Conta que eu te fiz o homem mais feliz do mundo, por pouco tempo, mas fiz. Conta que eu fui, e ainda sou a mulher da tua vida. E conta também que tudo acabou… acabou porque o orgulho foi mais fortes, as brigas foram desgastando o relacionamento, e você foi se cansando de mim. Conta que ainda me ama, mas não vem mais atrás porque sabe que não duraríamos muito tempo. Conta que foi bom enquanto durou e que você vai levar um pedacinho de mim pelo resto da tua vida. Pode contar cada detalhe dos dias em que nós passamos juntos, pode contar os detalhes de cada conversa, conta também sobre como você se sente agora e como se sentia antes. Fala sobre o meu sorriso, e diz como ele era lindo quando você estava comigo… vai, conta a nossa historia de amor pra todo mundo.
“— Você tá bem?
— Acho que sim…
— Acha? Falta alguma coisa?
— Sim
— O quê?
(suspiro)
— Você aqui…
“Eu vi que é triste, sabe? Depois de tanto empenho, tantas complicações, tantos amassos, tantos abraços; depois de tanta coisa vivida, tantas reconciliações, tantos sorrisos sinceros. Triste, ver essas mudanças que aconteceram e perceber que foi em vão… Essas mudanças que eu fiz só pra “melhorar”, me tornar uma pessoas melhor, por você. É triste não te sentir mais aqui, ou melhor - ou pior -, de ter apenas em pensamentos. Eu errei, eu sei, mas quem não erra? Quem não comete um deslize aqui e outro ali? Mas mudei, por você. E agora? Parece que foi tarde né? Parece que venho te perdendo a cada instante que passa. Você até que me dá umas esperanças aqui e ali, mas depois acaba com elas. Mas é isso aí, uma hora passa, uma hora se torna imperceptível. E é triste. É triste ver que só restaram lembranças de momentos, bons momentos. Mas é como você disse, quem sabe a gente não se cruze novamente; quem sabe mais lá na frente a “chama” não reascende… Quem sabe.
verborragias; quem sabe haja um “nós” novamente. (via
em-palavras)
“Pode até parecer que não precise de ninguém, mas sim, eu preciso de pessoas ao meu lado, me apoiando e que não me deixe sozinho nos momentos em que eu precisar. Tenho cíumes de todos que eu amo, mas não é por mal, sou carente demais, preciso de atenção, de carinho, de uma palavra amiga. Enfim, odeio me sentir sozinho, e tenho medo que a vida me leve aqueles poucos que ainda estão ao meu lado.